Mares da Indecisão (2018)

by João da Ilha

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    Edição CD áudio (Compact Disc), em caixa digipack com ilustração e Design por AzulArtist (José Branco).

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1.
«Adivinhar o Futuro» Adivinho, adivinho o futuro Pelas manchas, pelas borras do café Pelas linhas, pelos traços de uma Mãe E também, também pelas do pé Adivinho, o futuro adivinho Lançando pedras, e olhando búzios Virando cartas, atirando dados Uns confúsios, outros alucinados Ai… O futuro, o tempo que há-de vir Ai… O destino, segredos porvir O futuro, o futuro afinal Já o desvendei, numa bola de sabão Foi encontrado, no astro mais distante Também nos signos, duma folha do jornal O futuro, o futuro não será O que agora, o que agora é Pois o que a gente, que a gente sente Não é futuro, é o presente
2.
«Canto da Memória» Eu vejo um novo rumo Por linhas quase esbatidas Porque destruí o muro Que as guardava escondidas Eu vejo o amanhã No tropeçar do dia Ao erguer da manhã Descubro um sol de profecia Renunciei ao mal de ontem Lá de um canto da memória Porque o mal de ontem não, Não importa, à minha história E para hoje ficou Tudo o que há, para fazer O ontem acabou O amanhã está-se a prever Eu vejo um novo rumo …Entre a persiana Eu destruí o muro Que me prendia a mente insana
3.
«Castanho Perplexo» No castanho de teus olhos Assenta a terra do meu chão Se puder ainda escolho Mais cor para o meu… coração Lá vou eu enamorado Caminhando nessa terra Perplexo… ou encantado Com este amor, que se eterna Teu desejo leve e claro Em teu olhar desvendado Um universo diferente Num castanho, que me prende No castanho de teus olhos Assenta a terra do meu chão O castanho dos teus olhos Dá a cor ao meu coração
4.
«Carta Não Carta» Revelei-te o medo mais profundo A mais fraca parte, do meu mundo Sinto-me de novo a nascer De fina pele, e olhos por ver Estou como implume, sem penas exposto Com receio, marcado no rosto Carta não carta Mostras o que não consigo dizer Carta não carta Revelas o meu ser [BIS] Revelei-te o que já não podia guardar A mais difícil parte, de mostrar Sinto-me de novo todo frágil Por revelar algo, tão inimaginável Estou como alma, emergente de tréva Que pergunta : “aonde isto nos leva?”
5.
“Encantos da Ilha” O segredo da lua Traz a maré cheia Se a noite fosse tua Seria uma Sereia Da noite vem o dia Traz luz ao arraial Festas e folia E bravuras no final Há favas coadas Verdelho e malagueta Gentes bonitas Lá no largo da Serreta O encanto da ilha Tem o seu alento … A cantoria O Pezinho e o Espírito Santo Ai a ilha, e o seu encanto, Dormem comigo em meu leito Ai a ilha, e o seu pranto, Vivem comigo em meu peito Ai o fogo, ai o céu, ai a terra ilhéu do mar, Ai segredos que cá tenho por contar Ai a ilha, ai pedaço do meu ser, Esse bote, d’eterno navegar   O segredo do sol À lua “preguntei” Ao amanhecer No terreiro deslumbrei O sol no seu cair Deu vagar á noite N’adega o sorrir Nas verbenas o acoite À mesa Dona Amélia Em lábios de “Angelica” Romance de camélia Nos meus olhos fica O encanto da ilha Na bruma do seu espanto Traz verde esperança Alfenim e Espírito Santo
6.
«Mares da Indecisão» Às vezes é sim, outras vezes não, São os mares da indecisão. Mergulha em mim, para sermos dois, Mas são tantas confusões. Mergulho em ti, ter-te só para mim, Sem saber se é assim. Um dia é sim, outro dia é não, Tanto nó no coração. Amar-te sem fim, deixar-te da mão, Navegar na solidão. Ficamos assim, sem terra nem chão, Neste mar de indecisão.
7.
Farsa 04:44
«Farsa» O mundo anda por aí a girar Tão veloz que não posso apanhar O mundo anda por aí a querer Tanto, tanto acaba a perder É um comboio, É uma estrela, É um mistério, É um destino… E o nosso mundo está a girar Cá dentro de uma caixa E o nosso mundo está a mudar Envolto numa faixa E o nosso mundo está a viver Entrudos numa praça E o nosso mundo está a crescer À custa de uma farsa O mundo anda por aí a esquecer Tanto, tanto que até custa a crer O mundo anda por aí a dormir Tão alheio, perde o sorrir É um comboio, É uma estrela, É um mistério, É um destino… E o nosso mundo está a girar O nosso mundo está a mudar E o nosso mundo está a viver O nosso mundo está a crescer E o nosso mundo está a girar O nosso mundo está a mudar E o nosso mundo está a viver À custa de uma farsa… farsa… farsa… farsa…
8.
Mão de Deus 03:01
«Mão de Deus» Enquanto caía o mundo O escuro apoderava-se das ruas Fazendo guinchar o barro dos telhados Depois uma por uma Cada parede foi reerguida Num mar de revolta pelo antigo… Pequeno, o Homem Passa ao lado, despercebido, ninguém o elege Ele supera-se na sua, na sua sabedoria Sensatez sagrada seja a sua Pois pela sua Mão, nasceu o mais nobre Dos pecados É um bicho num labirinto Uma ferramenta nas mãos de Deus Dormindo um outro, um dormindo O outro mastigando o sempre Transformam pelo nada tudo E criam a água que nos purificará
9.
Ilha Imensa 04:06
«Ilha Imensa» Esta ilha imensa Que vejo ao sonhar É um poço de magia, lá no princípio do mar É o céu na terra Um traço d’horizonte É a pedra viva, farol do negro monte E um novo dia No rumo do avião Devagar surgia, deu-me a razão Esta ilha imensa, que surge p’la manhã É uma surpresa, é um divã Onde eu me deito, para ver o pôr-do-sol Noite no meu peito, é o meu farol Quem a ilha encontra Faz do tempo solidão Vê o imenso azul profundo, sente a força do vulcão Quem a ilha ama Faz da esperança o seu guia É prisioneiro das ondas, Andarilho de folia E um novo mundo No amuro de uma Nau Devagar no fundo, deu-me a razão
10.
«O Lugar Onde a Memória Dorme» Eu sou do lugar, dos cheiros húmidos Do nevoeiro, e do morno da estação Sou do canto dos grilos, e do céu infinito Onde o quente nos queima, e o frio fere Eu nasci da terra verdadeira Onde os homens são pesados Nasci do choro e da tristeza Do lamúrio e do rancor Eu vim do mar manso, e do mar bravo Do calhau distante, e do sabor salgado Vim do negro da noite, e da calçada branca do luar Eu sou do mar manso, e do bravo mar Eu sou da terra da vida E hoje a vida cansou-me Que me carreguem aos ombros E me desçam para um fim
11.
«Saudades da Minha Terra» Saudades da nossa gente Os nossos cantares A brisa dos mares Memória sempre presente Das praias de lava O quanto eu sonhava Saudades da minha terra Mesmo quando não me lembro Sentindo a toda hora O povo na praça Gente de raça Vivendo sem demora As festas de rua E as noites de lua Saudades da minha terra Mesmo quando não me lembro De Janeiro até Dezembro De Janeiro até Dezembro Mesmo quando não me lembro Saudades da minha terra
12.
Yin e Yang 02:59
«Yin e Yang» São dois pólos numa vida Dois caminhos, muita ferida Há o norte e o sul, a noite e o dia São dois trilhos num passeio Muita escolha, muito enleio É o sol a lua, a luz e a sombra Tu és luar És do Yin, eu sou do Yang Eu sou do mar São dois gumes numa faca Os ciúmes, e a carne é fraca Há o céu e a terra, o tudo e o nada São dois lados numa história O meu e o teu, uma luta inglória É doce e amargo, coisa certa coisa errada

about

Este novo álbum consiste num conjunto de 12 canções, algumas absolutamente inéditas e outras mais antigas repescadas da gaveta criativa, em que me debruço sobre a Ilha, sobre emoções decorrentes de vivências muito pessoais e sobre um enorme estado de decisão: “in-decisão”. A palavra, pelo seu significado de hesitação ou irresolução normalmente remete para algo mais negativo, mas para mim neste álbum, representa algo positivo e transformador consequência de todo o tempo que foi necessário para tomar decisões importantes, desde a escolha das canções à direção musical a seguir. O resultado foi um som mais arrojado, com mais exploração “elétrica” e mais variedade interpretativa em termos líricos. São estes os “Mares da Indecisão”.

O álbum está aqui disponível no formato digital e há também a opção de adquirir o formado físico em CD na opção acima 'Buy Compact Disc'.

credits

released October 10, 2018

créditos:

• composição, voz, guitarras acústicas: João da Ilha
www.facebook.com/joaodailha
• trompete, bandolim, coros: Filipe José Silva
www.facebook.com/filipe.grenha
• acordeão: Nuno Carpinteiro
www.facebook.com/nuno.carpinteiro.9
• baixo elétrico: Sandro Maduro
www.facebook.com/sandromaduro
• bateria, percussões: Manu Teixeira
www.facebook.com/ManuTeixeiraEstudio3
• voz [faixa #6]: Joana Negrão (convidada)
www.facebook.com/JoanaNNegrao
• nyckelharpa [faixa #9], sintetizador [faixa #7, #10 e #12], guitarra elétrica [faixa #11]: Vasco Ribeiro Casais (convidado)
• produção e arranjos: Vasco Ribeiro Casais e João da Ilha
• gravação, mistura e masterização: Vasco Ribeiro Casais, Estúdio dos Casais, Azeitão - Setúbal, entre Mar. e Out. 2017
www.facebook.com/vasco.casais
• fotografia: Rui Botas; Timothy Lima
www.facebook.com/ruibotasfoto/
www.facebook.com/timothylimaphotos/
• vídeo: Pedro Semedo; Filipe Silva
www.facebook.com/pedro.e.semedo
• arte gráfica e ilustração: José Dutra Branco
www.facebook.com/AzulArtist/

• autor da letra [faixa #1]: António Galrinho
• autor da letra [faixas #8 e #10]: Miguel Ângelo Silveira
• co-autor da letra [faixa #6]: Daniela Guilherme
• co-autor da música [faixa #7]: Nuno Carpinteiro
• co-autor da música [faixas #4 e #11]: João Ornelas Mendes

© 2018 • João da Ilha

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João da Ilha Azores, Portugal

Dono de uma voz cálida e intimista, João da Ilha transpõe para sua música as raízes e o universo açoriano, cruzando a música tradicional com correntes contemporâneas da música popular, que vão do pop ao jazz passando pela world music, a que o próprio designa por 'música do Atlântico'.

#JoãoDaIlha #Açores
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