Amanhecer

by João da Ilha

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credits

released 10 December 2011

Produção | Carlos Barreto Xavier e João da Ilha (grupo)
Gravação | Estúdio BBS (Vendas Novas) entre Abril/Julho 2011
Mistura e Masterização | Carlos Barreto Xavier e Pedro Almeida
Design Gráfico | Sofia Bragança
Fotografia | Fernando Galiére

João da Ilha | voz e guitarras acústicas
Nuno Carpinteiro | acordeão
Sandro Maduro | baixo eléctrico e coros
Rui Rosado | bateria

JDI © 10.12.2011

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about

João da Ilha Setúbal, Portugal

Contacto:
info@joaodailha.com

“Chega a primeira luz da manhã e começa a fazer dia sobre um porto insular, infindável albergue de canções, poesias, histórias e vidas.
É esse o lugar do João da Ilha, com o mar no incógnito horizonte. Está a amanhecer…”
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Track Name: Tesouro Escondido
Já sei que estás para chegar
Espero por ti na ponta do cais
O teu navio vem devagar
A espera é longa demais

Já sei que és buliçoso
Trazes mar e sal no olhar
Apresentas algo novo
Nesse mundo quero morar

Nas profundezas do oceano
As incertezas de um mundo perdido
Quero navegar o lado sobre-humano
Para encontrar o meu Tesouro Escondido

Agora sei, és especial
E nada tens de temeroso
O teu segredo afinal
O horizonte fabuloso

Já sei o que me vens dizer
Que a travessia é abissal
Do sol se pôr ao sol nascer
Entro num rumo ancestral


[Música & Letra: João da Ilha]
Track Name: Paraíso Insular
Como quem passa devagarinho
Por caminho estreito
Delicada e de mansinho
Chegaste à minha vida
E eu esperava por ti
Tocado em maravilha
Por teu olhar que me conforta
Por tua boca que me transporta
Para outros mundos
Para outros sonhos

Para o deserto, que na verdade
De deserto nada tem, e tudo nele
Representa a imensidão
Do que tens para oferecer

Como uma ave que voa, voa
Avista a terra e o mar
Como o oásis, que na verdade
É paraíso insular

Como quem chama por carinho
Com o olhar desperto
Como quem ama devagarinho
Entraste no meu mundo
E eu esperava por ti
Em meu sonho profundo
Com teu olhar que me conforta
Com o teu toque que me transporta
São os nossos sonhos
São os nossos mundos

[Música: João da Ilha; Letra: João da Ilha / Sara Pinto]
Track Name: Tempo I
Há quanto tempo que o tempo parado
Se arrasta
Na hora em que tu não estás,
Há quanto tempo que o tempo parado
Se atrasa
Na hora em que eu te espero

E desespero,
Olhando o tempo
E desespero,
Parado a teu lado

Olhando o tempo
Parado a teu lado,
Que te prende
Te retém
E se detém

Olha o tempo parado
Que se atrasa
Se arrasta
E se demora

(Há quanto tempo que o tempo se arrasta
E se demora p’ra mostrar que a vida é devagar
Há quanto tempo que o tempo nos mostra
Que é preciso abrandar para viver)


[Música: João da Ilha / J. O. Mendes; Letra: Encandescente]
Track Name: Ruína (Este País)
Campos vazios
Tanga na mão
Um dos conceitos desta Nação

A culpa é do Centro
A culpa é do lado
São só mistérios e ilusão

A culpa é da treta
Que ninguém se meta
Eu vou sair desta Ruína

Eu estou arruinado
Neste país da treta

Lojas vazias
O fim dos dias
Um dos destinos desta Nação

A culpa é do Norte
A culpa é do Sul
São só mistérios e confusão

A culpa é da treta
Que ninguém se meta
Eu vou sair desta Ruína

E esta Ruína, tão superfina
Anda cheia de peculatos
E esta Ruína, é uma mina
Lá no mundo dos fatos

[Música: S. Maduro / João da Ilha / N. Carpinteiro / R. Rosado; Letra: João da Ilha]
Track Name: Jogo das Cinco Pedras
Cinco pedras tenho eu
Para jogar ao tabuleiro
Da sorte que Deus me deu
Hei-de ter um pão inteiro

Jogo das cinco pedras
É jogo de diversão
Jogo das cinco pedras
É perder ou ganhar ao pão

Pão inteiro se partiu
Porque alguém o precisou
Quem assim o dividiu
Da sua alma partilhou

Que raio de jogo é este
Que se joga ao alimento
Que raio de jogo é este
Que se luta pelo sustento

Jogo das cinco pedras
É jogo de tabuleiro
Jogo das cinco pedras
Não se fala em dinheiro

Pedra para o pão
Pedra para o fado
Pedra para os céus
Que a Deus agrado
Pedra para o chão
Outra para o Sado
Cinco pedras já se foram
O jogo está acabado.

[Música & Letra: João da Ilha]
Track Name: Homem das Cantigas
Homem das cantigas
Dos tempos modernos
Ainda fazes rimas
Contra os teus governos

Rimas de verdade
E de revolução
Mostram sem piedade
O mal desta nação

Mal dos que têm poder
Sem o saber usar
Dos que mais querem ter
Para do povo abusar

Homem das cavernas
Dos tempos antigos
Aguenta-te nas pernas
Lá nos teus abrigos

Homem das cantigas
Dos tempos modernos
Ainda fazes rimas
Contra os teus governos

Homem das cantigas
O povo é tua gente
Assim que tu o digas
Cantemos em frente

[Música & Letra: João da Ilha]
Track Name: Oh Meu Velho!
Muito velho fica velho
Porque lhe custa a acreditar
Que alguém muito mais novo
Possa algo lhe ensinar

Lhe ensinar sobre a vida
Até mesmo sobre a morte
Que isto de gente sabida
Não é caso de se ter sorte

Oh meu velho ficas velho
De ser tanto sabichão
Ouve o novo
Abre os olhos
Abre também o coração

Muito velho fica velho
De tanto resmungar
De não ter feito em novo
O que agora quer ensinar

Ensinar o que não
Viveu nem viverá
Porque se assim continuar
Sem ter feito morrerá

Oh meu velho ficas velho
De ser tanto resmungão
Fecha a boca
Abre a mente
Abre também o coração

[Música & Letra: João da Ilha]
Track Name: Sombra Parte de Mim
Levaste contigo um bocado do meu peito
Lá dentro ia todo o meu respeito
Levaste contigo todo o meu sentir
Agora já não sei o que te pedir
Levaste contigo grande parte do meu ser
Tudo o que um dia eu viria a pretender
Levaste contigo uma parte do meu sonho
Por ti já nem as mãos no fogo eu ponho

És sombra de mim
És parte de mim
Quero ter-te aqui
Só para sorrir

És parte de mim
És sombra de mim
Quero ter-te aqui
Só para sorrir, e nada mais

Levaste contigo uma parte da minh’ alma
Tudo o resto e toda a minha calma
Levaste contigo o que eu tinha p’ra dizer
Já não vou atrás de ti a correr
Levaste contigo parte do meu coração
Se penso em ti o sangue escorre para o chão
Levaste contigo o meu livro de histórias
E agora já nem tenho as tuas memórias

Levaste contigo todo o meu amor
Tudo o que eu tinha p’ra te dar de melhor
Levaste contigo o meu sorriso
E essa é a parte de que eu mais preciso.

[Música & Letra: João da Ilha]
Track Name: Descobrir (Floresta Encantada)
Na floresta encantada acordei
Num raio de azul
Nobre madrugada, passei
Em cor e luz

Esse foi o prenúncio
De um novo mundo
Que aguçou meu desejo
De partir

E foi então que fui viver, viver, viver
Num outro mundo a sorrir, sorrir, sorrir
P’ró outro lado a correr, correr, correr/ a correr e a dizer
Por entre a luz, descobrir/ o que fui descobrir

Na estrada percorrida tropecei
Num tesouro
Que trazia magia
De oricalco

E foi esse o anúncio
Do caminho trilhado
Confirmou o tal desejo
De partir


[Música & Letra: João da Ilha]
Track Name: Amanhecer (O Lado Bom)
Esse lado bom
Que preenche a vida ao nascer
Só muda de tom
Se hesitarmos a escolher

Esse teu olhar
Que brilha ao longe mais que o sol
É o inspirar
Das nuvens de arrebol

Esse lado bom da vida
Que acompanha o viver
É o sonho à deriva
Desejando o amanhecer

Eu sei de cor, o meu sonhar
E sei de cor, o alvorar
Sei de cor… ai sei de cor…

Este lado bom
Que tens no mundo ao acordar
É o nosso dom
E de aconchego vem chamar

Esse teu sorrir
Que vem no sopro do coração
É o consentir
Das ondas de emoção

[Música & Letra: João da Ilha]
Track Name: Chamateia [L. Bettencourt / A. Sousa]
No berço que a Ilha encerra
Bebo as rimas deste canto
No mar alto desta terra
Nada a razão do meu pranto

Mas no terreiro da Vida
O Jantar serve de ceia
E mesmo a dor mais sentida
Dá lugar à Sapateia

Oh Meu bem, oh Chamarrita
Meu alento e vai e vem
Vou embarcar nesta dança
Sapateia, oh meu bem.

Se a Sapateia não der
P’ra acalmar minha alma inquieta
Estou p'ro que der e vier
Nas voltas da Chamarrita

Chamarrita, Sapateia
Eu quero é contradizer
O alento desta Bruma
Que às vezes me quer vencer


[Música: Luís Alberto Bettencourt; Letra: António Melo Sousa]